
Rever erros, atitudes, posturas. Viajar no tempo. Adentrar universos paralelos e encarar diversas versões de si próprio à busca de contornar situações indesejáveis que causaram transtornos e tragédias. Reconstruir relação com o amor que marcou a existência. Possibilidade de tudo ser reparado. Ou não.
A sci-fi Se eu não tivesse te conhecido, produção catalã original Netflix, tem roteiro sustentado na hipótese da relatividade do tempo, formulada pelos astrofísicos Albert Einstein e Stephen Hawking.
No entanto, a opção pelo gênero serve apenas como argumento para arremessar os personagens protagonistas a escolhas de condutas pelas quais se pagará um preço. E às vezes alto.
Compreender melhor a companheira, o companheiro, os filhos; o beijo inconscientemente negligenciado à mãe; o amor não declarado verbalmente ao pai. Se arrepender e retornar para reparar o dano causado. A entes queridos e a si mesmo. Reconduzir trajetórias.
Uma das personagens principais, a cientista Lizbeth Everest, vivida pela atriz Mercedes Sampietro, realiza experiências com o executivo Eduard Marina (Pablo Derqui), viúvo da professora de artes Elisa Montclant (Andrea Ros) com quem tinha dois filhos, também falecidos no mesmo acidente que vitimou a mãe.
Eduard, ou Edu, transcende a diversos universos nos quais têm oportunidade de reaver momentos e fazer descobertas que o levarão à infância e juventude com objetivo de reencontrar Elisa, seu grande amor. Descobertas que também o atormentarão.
Ao menos nesta primeira temporada, o final é surpreendente. Torçamos que a produtora catalã prossiga.
A série conta com 10 episódios de 50 minutos cada, em média. Além de trilha sonora belíssima, com destaque para a música-tema El risc dára interpretada pela atriz catalã Andrea Ros.
Vale muito à pena.
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