
A indicação ao Oscar do documentário Democracia em Vertigem, da jovem diretora Petra Costa, está levando pânico e medo a diversos setores políticos e artísticos que, à época, apoiaram a legitimidade do ato.
Constrangimento em escala internacional para muitos; ódio de outros tantos que tinham plena consciência do enredo que construíam e agora são revelados em detalhes.
Os reis estão nus.
A destituição da presidenta Dilma Rousseff é radiografada amiúde. Desde os bastidores das tramas políticas do palco nacional ao xadrez da geopolítica internacional. O petróleo era uma das cerejas do bolo que as águias ultraneoliberaliberais salivavam de desejo.
O golpe parlamentar de 2016 foi o terceiro turno das eleições de 2014. Os argumentos arranjados – pedalas fiscais etc – eram tão frágeis quanto uma casca de ovo. Mas tornaram-se rocha quando dentro do ovo a serpente do fascismo se inquietava para ocupar o espaço que solicitamente o ultraneoliberalismo começava a ceder.
Não sem razão o espernear de órgãos de imprensa como Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, Rede Globo, Rede Record e outros grandes players das corporações de mídia do Brasil.
Apostaram na narrativa da mentira para apear Dilma da presidência. E o documentário os denuncia como mentirosos. Sim, mentiam.
Além da imprensa, a indicação de Democracia em Vertigem despertou a ira de partidos políticos.
Previsíveis os ataques ao filme ancorados em baboseiras infantis do baixo clero fascista-miliciano-neopentencostal. Fascistas não gostam de ciência, arte e cultura e têm horror ao conhecimento. Normal.
Vergonhosa foi a posição do PSDB, que saiu do túmulo como um zumbi babando de ódio para atacar a diretora e sua obra. O partido de Aécio Neves, candidato derrotado, vestiu carapuça e passou recibo público quando acusou a pancada pela indicação.
O senador Antonio Anastasia, do PSDB de Minas Gerais, foi o relator do impeachment no Senado Federal. Um relatório que, aí sim, é uma obra de ficção.
Deu pena a reação do grupelho de Fernando Henrique Cardoso e Aloysio Nunes. Derrotado quatro vezes consecutivas na disputa à Presidência, foi engolfado pelo fascismo em 2018 e está à beira de amargar mais uma derrota. E esta em escala internacional.
O PSDB foi o partido do golpe e avalista da escalada fascista no Brasil.
E retornará ao túmulo com direito a féretro sob o olhar do mundo.
Tchau, querido.
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