Em dezembro próximo se comemora o centenário de um dos maiores patriotas que o Brasil já conheceu, Carlos Marighella. Vamos lhe render justa homenagem com um monumento na Avenida Paralela, aqui em Salvador. É o que propõe este blog.
Político, líder revolucionário, poeta, humanista e aguerrido combatente pela liberdade, Marighella nasceu em Salvador no dia 15 de dezembro de 1911. Filho de operário imigrante italiano e uma descendente de escravos sudaneses haussá, o ex-militante do Partido Comunista do Brasil – o então PCB – combateu tenazmente os regimes de força que se instalaram no país. Nos anos 30 e 40 lutou contra o Estado Novo de Vargas, quando foi preso e torturado diversas vezes. Com a redemocratização, em 1946, se elegeu deputado federal pelo PCB.
Posteriormente, enfrentou o golpe de 1964 e a ditadura, já como militante da Aliança Libertadora Nacional (ALN). Marighella foi assassinado na noite de 4 de novembro de 1969, surpreendido por uma emboscada dos agentes do DOPS, na alameda Casa Branca, em São Paulo. A ação foi coordenada pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury, que se notabilizou como um sádico torturador.
O que este blog está propondo é um maior reconhecimento, sobretudo oficial, a este grande brasileiro. Lançamos aqui a sugestão de que um monumento a Carlos Marighella deva ser erguido em Salvador, e de preferência no lugar onde hoje se encontra o Monumento a Luis Eduardo Magalhães.
Entendemos que homenagens devem ser feitas a heróis de verdade e não a um playboy, filho de um tiranete de província como Antônio Carlos Magalhães, déspota aliado da ditadura militar. Já não basta a excrescência do Aeroporto Dois de Julho ter sido rebatizado com o nome do filho de ACM. Derrube-se o culto à personalidade ao carlismo e erga-se um monumento simbólico a um verdadeiro herói da Bahia, Carlos Marighella!
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