Textos ao Vento

trajetória de (re)existência

  • Manifesto de Cristãos e cristãs evangélicos/as e católicos/as em favor da vida e da Vida em Abundância!
    Somos homens e mulheres, ministros, ministras, agentes de pastoral, teólogos/as, padres, pastores e pastoras, intelectuais e militantes sociais, membros de diferentes Igrejas cristãs, movidos/as pela fidelidade à verdade, vimos a público declarar:
    1. Nestes dias, circulam pela internet, pela imprensa e dentro de algumas de nossas igrejas, manifestações de líderes cristãos que, em nome da fé, pedem ao povo que não vote em Dilma Rousseff sob o pretexto de que ela seria favorável ao aborto, ao casamento gay e a outras medidas tidas como “contrárias à moral”.
    A própria candidata negou a veracidade destas afirmações e, ao contrário, se reuniu com lideranças das Igrejas em um diálogo positivo e aberto. Apesar disso, estes boatos e mentiras continuam sendo espalhados. Diante destas posturas autoritárias e mentirosas, disfarçadas sob o uso da boa moral e da fé, nos sentimos obrigados a atualizar a palavra de Jesus, afirmando, agora, diante de todo o Brasil: “se nos calarmos, até as pedras gritarão!” (Lc 19, 40).
    2. Não aceitamos que se use da fé para condenar alguma candidatura. Por isso, fazemos esta declaração como cristãos, ligando nossa fé à vida concreta, a partir de uma análise social e política da realidade e não apenas por motivos religiosos ou doutrinais. Em nome do nosso compromisso com o povo brasileiro, declaramos publicamente o nosso voto em Dilma Rousseff e as razões que nos levam a tomar esta atitude:
    3. Consideramos que, para o projeto de um Brasil justo e igualitário, a eleição de Dilma para presidente da República representará um passo maior do que a eventualidade de uma vitória do Serra, que, segundo nossa análise, nos levaria a recuar em várias conquistas populares e efetivos ganhos sócio-culturais e econômicos que se destacam na melhoria de vida da população brasileira.
    4. Consideramos que o direito à Vida seja a mais profunda e bela das manifestações das pessoas que acreditam em Deus, pois somos à sua Imagem e Semelhança. Portanto, defender a vida é oferecer condições de saúde, educação, moradia, terra, trabalho, lazer, cultura e dignidade para todas as pessoas, particularmente as que mais precisam. Por isso, um governo justo oferece sua opção preferencial às pessoas empobrecidas, injustiçadas, perseguidas e caluniadas, conforme a proclamação de Jesus na montanha (Cf. Mt 5, 1- 12).
    5. Acreditamos que o projeto divino para este mundo foi anunciado através das palavras e ações de Jesus Cristo. Este projeto não se esgota em nenhum regime de governo e não se reduz apenas a uma melhor organização social e política da sociedade. Entretanto, quando oramos “venha o teu reino”, cremos que ele virá, não apenas de forma espiritualista e restrito aos corações, mas, principalmente na transformação das estruturas sociais e políticas deste mundo.
    6. Sabemos que as grandes transformações da sociedade se darão principalmente através das conquistas sociais, políticas e ecológicas, feitas pelo povo organizado e não apenas pelo beneplácito de um governante mais aberto/a ou mais sensível ao povo. Temos críticas a alguns aspectos e algumas políticas do governo atual que Dilma promete continuar. Motivo do voto alternativo de muitos companheiros e companheiras Entretanto, por experiência, constatamos: não é a mesma coisa ter no governo uma pessoa que respeite os movimentos populares e dialogue com os segmentos mais pobres da sociedade, ou ter alguém que, diante de uma manifestação popular, mande a polícia reprimir. Neste sentido, tanto no governo federal, como nos estados, as gestões tucanas têm se caracterizado sempre pela arrogância do seu apego às políticas neoliberais e pela insensibilidade para com as grandes questões sociais do povo mais empobrecido.
    7. Sabemos de pessoas que se dizem religiosas, e que cometem atrocidades contra crianças, por isso, ter um candidato religioso não é necessariamente parâmetro para se ter um governante justo, por isso, não nos interessa se tal candidato/a é religioso ou não. Como Jesus, cremos que o importante não é tanto dizer “Senhor, Senhor”, mas realizar a vontade de Deus, ou seja, o projeto divino. Esperamos que Dilma continue a feliz política externa do presidente Lula, principalmente no projeto da nossa fundamental integração com os países irmãos da América Latina e na solidariedade aos países africanos, com os quais o Brasil tem uma grande dívida moral e uma longa história em comum. A integração com os movimentos populares emergentes em vários países do continente nos levará a caminharmos para novos e decisivos passos de justiça, igualdade social e cuidado com a natureza, em todas as suas dimensões. Entendemos que um país com sustentabilidade e desenvolvimento humano – como Marina Silva defende – só pode ser construído resgatando já a enorme dívida social com o seu povo mais empobrecido. No momento atual, Dilma Rousseff representa este projeto que, mesmo com obstáculos, foi iniciado nos oito anos de mandato do presidente Lula. É isto que está em jogo neste segundo turno das eleições de 2010.
    Com esta esperança e a decisão de lutarmos por isso, nos subscrevemos:
    Dom Thomas Balduino, bispo emérito de Goiás velho, e presidente honorário da CPT nacional
    Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito da Prelazia de São Felix do Araguaia-MT
    Dom Demetrio Valentini, bispo de Jales-SP e presidente da  Cáritas nacional
    Dom Luiz Eccel – Bispo de Caçador-SC
    Dom Antonio Possamai, bispo emérito da Rondônia
    Dom Sebastião Lima Duarte, bispo de Viana- Maranhão
    Dom Xavier Gilles, bispo emérito de Vina- Maranhão
    Padre Paulo Gabriel, agente de pastoral da Prelazia de São Felix do Araguaia /MT
    Jether Ramalho, Rio de Janeiro
    Marcelo Barros, monge beneditino, teólogo
    Professor Candido Mendes, cientista político e reitor
    Luiz Alberto Gómez de Souza, cientista político, professor
    Zé Vicente, cantador popular, Ceará
    Chico César, Cantador popular, Paraíba/São Paulo
    Revdo Roberto Zwetch, igreja IELCB e professor de teologia em São Leopoldo
    Pastora Nancy Cardoso, metodista, Vassouras / RJ
    Antonio Marcos Santos, Igreja Evangélica Assembléia de Deus – Juazeiro – Bahia
    Maria Victoria Benevides, professora, da USP
    Monge Joshin, Comunidade Zen Budista do Brasil, São Paulo
    Antonio Cecchin, irmão marista, Porto Alegre
    Ivone Gebara, religiosa católica, teóloga e assessora de movimentos populares.
    Fr. Luiz Carlos Susin – Secretário Geral do Fórum Mundial de Teologia e Libertação
    Frei Betto, escritor, dominicano
    Luiza E. Tomita – Sec. Executiva  EATWOT(Ecumenical Association of Third World Theologians)
    Ir. Irio Luiz Conti, MSF. Presidente da Fian Internacional
    Pe. João Pedro Baresi, pres. da Comissão Justiça e Paz da CRB (Conferência dos religiosos do Brasil) SP
    Frei José Fernandes Alves, OP. – Coord. da Comissão Dominicana de Justiça e Paz
    Pe. Oscar Beozzo, diocese de Lins
    Pe. Inácio Neutzling – jesuíta, diretor do Instituto Humanitas Unisinos
    Pe. Ivo Pedro Oro, diocese de Chapecó/SC
    Pe. Igor Damo, diocese de Chapecó-SC
    Irmã Pompeia Bernasconi, cônegas de Santo Agostinho
    Cibele Maria Lima Rodrigues, Pesquisadora
    Pe. John Caruana,  Rondônia
    Pe. Julio Gotardo, São Paulo
    Toninho Kalunga, São Paulo
    Washingtonn Luiz Viana da Cruz, Campo Largo, PR e membro do EPJ (Evangélicos Pela Justiça)
    Ricardo Matense, Igreja Assembléia de Deus, Mata de São João/Bahia
    Silvania Costa
    Mercedez Lopes,
    André Marmilicz
    Raimundo Cesar Barreto Jr, Pastor Batista, Doutor em ética social
    Pe. Arnildo Fritzen, Carazinho. RS
    Darciolei Volpato,  RS
    Frei Ildo Perondi – Londrina PR
    Ir. Inês Weber, irmãs de Notre Dame.
    Pe. Domingos Luiz Costa Curta, Coord. Dioc de Pastoral da Diocese de Chapecó/SC
    Pe. Luis Sartorel,
    Itacir Gasparin
    Célio Piovesan, Canoas.RS
    Toninho Evangelista – Hortolândia/SP
    Geter Borges de Sousa, Evangélicos Pela Justiça (EPJ), Brasília
    Caio César Sousa Marçal – Missionário da Igreja de Cristo – Frecheirinha/CE
    Rodinei Balbinot, Rede Santa Paulina
    Pe. Cleto João Stulp, diocese de Chapecó
    Odja Barros Santos – Pastora batista
    Ricardo Aléssio, cristão de tradição presbiteriana, professor universitário
    Maria Luíza Aléssio, professora universitária, ex-secretária de educação do Recife
    Rosa Maria Gomes
    Roberto Cartaxo Machado Rios
    Rute Maria Monteiro Machado Rios
    Antonio Souto, Caucaia, CE
    Olidio Mangolim – PR
    Joselita Alves Sampaio – PR
    Kleber Jorge e silva, teologia – Passo Fundo – RS
    Terezinha Albuquerque
    PR. Marco Aurélio Alves Vicente – EPJ – Evangélicos pela Justiça, pastor-auxiliar da Igreja Catedral da Família/Goiânia-GO
    Padre Ferraro, Campinas.
    Ir, Carmem Vedovatto
    Ir. Letícia Pontini, discípulas, Manaus
    Padre Manoel, PR
    Magali Nascimento Cunha, metodista
    Stela Maris da Silva
    Ir. Neusa Luiz, abelardo luz- SC
    Lucia Ribeiro, socióloga
    Marcelo Timotheo da Costa, historiador
    Maria Helena Silva Timotheo da Costa
    Ianete Sampaio
    Ney Paiva Chavez,  professora educação visual, Rio de janeiro
    Antonio Carlos Fester
    Ana Lucia Alves, Brasília
    Ivo Forotti, Cebs – Canoas – RS
    Agnaldo da Silva Vieira – Pastor Batista.  Igreja Batista da Esperança – Rio de Janeiro
    Irmã Claudia Paixão, Rio de Janeiro
    Marlene Ossami de Moura, antropóloga / Goiânia
    Ir. Maria Celina Correia Leite, Recife
    Pedro Henriques de Moraes Melo – UFC/ACEG
    Fernanda Seibel, Caxias do Sul.
    Benedito Cunha, pesquisador popular, membro do Centro Mandacaru – Fortaleza
    Pe. Lino Allegri – Pastoral do Povo da Rua de Fortaleza, CE
    Juciano de Sousa Lacerda, Prof. Doutor de Comunicação Social da UFRN
    Pasqualino Toscan – Guaraciaba SC
    Francisco das Chagas de Morais, Natal – RN
    Elida Araújo
    Maria do Socorro Furtado Veloso – Natal, RN
    Maria Letícia Ligneul Cotrim, educadora
    Maria das Graças Pinto Coelho/ professora universitária/UFRN
    Ismael de Souza Maciel membro do CEBI – Centro de Estudos Bíbicos  Recife
    Xavier Uytdenbroek, prof. aposentado da UFPE e membro da coordenação pastoral da UNICAP
    Maria Mércia do Egito Souza agente da Pastoral da Saúde Arquidiocese de Olinda e Recife
    Leonardo Fernando de Barros Autran Gonçalves Advogado e Analista do INSS
    Karla Juliana Souza Uytdenbroek Bacharel em Direito
    Targelia de Souza Albuquerque
    Maria Lúcia F de Barbosa, Professora  UFPE
    Débora Costa-Maciel,  Profª. UPE
    Maria Theresia Seewer
    Ida Vicenzia Dias Maciel
    Marcelo Tibaes
    Sergio Bernardoni, diretor da CARAVIDEO-   Goiânia – Goiás
    Claudio de Oliveira Ribeiro. Sou pastor da Igreja Metodista em Santo André, SP
    Pe. Paulo Sérgio Vaillant – Presbítero da Arquidiocese de Vitória – ES
    Roberto Fernandes de Souza. RG 08539697-6 IFP RJ –  Secretario do CEBI RJ
    Sílvia Pompéia.
    Pe. Maro Passerini – coordenador Past. Carcerária – CE
    Dora Seibel – Pedagoga, Caxias do Sul
    Mosara Barbosa de Melo
    Maria de Fátima Pimentel Lins
    Prof. Renato Thiel, UCB-DF
    Alexandre Brasil Fonseca , Sociólogo, prof. da UFRJ, Ig. Presbiteriana e coordenador da Rede FALE)
    Daniela Sanches Frozi, (Nutricionista, profa. da UERJ, Ig. Presbiteriana, conselheira do CONSEA Nacional e vice-presidente da ABUB)
    Marcelo Ayres Camurça – Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião – Universidade Federal de Juiz de Fora
    Revd. Cônego Francisco de Assis da Silva,Secretário Geral da IEAB e membro da Coordenação do Fórum Ecumênico Brasil
    Irene Maria G.F. da Silva Telles
    Manfredo Araújo de Oliveira
    Agnaldo da Silva Vieira – Pedagogo e Pastor Auxiliar da Igreja Batista da Esperança-Centro do Rio de Janeiro
    Pr. Marcos Dornel – Pastor Evangélico – Igreja Batista Nova Curuçá – SP
    Adriano Carvalho.
    Pe. Sérgio Campos, Fundação Redentorista de Comunicações Sociais – Paranaguá/PR
    Eduardo Dutra Machado, pastor presbiteriano
    Maria Gabriela Curubeto Godoy – médica psiquiatra – RS
    Genoveva Prima de Freitas- Professora – Goiânia
    M. Candida  R. Diaz Bordenave
    Ismael de Souza Maciel membro do CEBI – Centro de Estudos Bíbicos  Recife
    Xavier Uytdenbroek prof. aposentado da UFPE e membro da coordenação pastoral da UNICAP
    Maria Mércia do Egito Souza agente da Pastoral da Saúde Arquidiocese de Olinda e Recife
    Leonardo Fernando de Barros Autran Gonçalves Advogado e Analista do INSS
    Karla Juliana Souza Uytdenbroek Bacharel em Direito
    Targelia de Souza Albuquerque
    Maria Lúcia F de Barbosa (Professora – UFPE)
    Paulo Teixeira, parlamentar, São Paulo
    Alessandro Molon, parlamentar, Rio de Janeiro
    Adjair Alves (Professor – UPE)
    Luziano Pereira Mendes de Lima – UNEAL
    Cláudia Maria Afonso de Castro-psicóloga- trabalhadora da Saúde-SMS Suzano-SP
    Fátima Tavares, Coordenadora do Programa de Pos-Graduação em Antropologia FFCH/UFBA
    Carlos Caroso, Professor Associado do Departamento de Antropologia e Etrnologia da UFBA
    Isabel Tooda
    Joanildo Burity  (Anglicano, cientista político, pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco
    Prof. Dr. Paulo Fernando Carneiro de Andrade, Doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, Professor de Teologia PUC- Rio
    Aristóteles Rodrigues  –  Psicólogo, Mestre em Ciência da Religião
    Zwinglio Mota Dias  – Professor Associado III – Universidade Federal de Juiz de Fora
    Antonio Francisco Braga dos Santos- IFCE
    Paulo Couto Teixeira, Mestrando em Teologia na EST/IECLB
    Rev. Luis Omar Dominguez Espinoza
    Anivaldo Padilha – Metodista, KOINONIA,  líder ecumênico
    Nercina Gonçalves
    Hélio Rios, pastor presbiteriano
    João José Silva Bordalo Coelho, Professor- RJ
    Lucilia Ramalho. Rio de janeiro.
    Maria tereza Sartorio, educadora, ES
    Maria José Sartorio, saúde, ES
    Nilda Lucia sartorio, secretaria de ação social, Espírito Santo
    Ângela Maria Fernandes – Curitiba, Paraná
    Lúcia Adélia Fernandes
    Jeanne Nascimento – Advogada em São Paulo/SP
    Frei José Alamiro, franciscano, São Paulo, SP
    Ruth Alexandre de Paulo Mantoan
    José Luiz de Lima
    Gilberto Alvarez Giusepone Júnior (Prof. Giba), educador, São Paulo
  • Do Blog do Sakamato

    Caro(a) amigo(a), se você decide seu voto por conta de uma das dezenas de correntes apócrifas que circulam pela internet, pró-Dilma e pró-Serra (ou anti-Dilma e anti-Serra), parabéns. Você é, oficialmente, uma pessoa manipulável.
    Nunca entendi muito bem porque as pessoas acreditam piamente naquilo que recebem em suas caixas de e-mail. Será que o anonimato das mensagens apócrifas é entendido como uma espécie de “sinal”? Do tipo: “Senhor, me dê os números vencedores do jogo do bicho” e, dias depois, você interpreta uma propaganda de um haras, que chegou acidentalmente por e-mail, como resposta para apostar no “cavalo”?! Vai que, da mesma forma que o Altíssimo escreve certo por linhas tortas, ele também “emeia” justo por internet frouxa, não é?
    O mais interessante é que algumas dessas mensagens contam com mentiras tão bem construídas que tem mais gente acreditando nelas do que em boas matérias, com dezenas de fontes, feitas por jornalistas com décadas de credibilidade, que desmentem ou explicam o caso.
    – Pô, o texto é super bem escrito. Não deve ser falso.
    – O e-mail trouxe vários números. Ou seja, não pode ser mentira.
    – Ele tem fotos. É mais difícil manipular fotos.
    – Recebi isso do Ronaldo, irmão da Ritinha, casada com o Roberval, filho do seu Romeu, lembra? É, Ro-meu. Ele repassou um e-mail que recebeu do Rui, que é chefe dele na Ramos e Ramos, aquela empresa de retroescavadeiras. Homem decente o Ronaldo… então é coisa séria.

    É muito mais “quente” acreditar que a candidata X devora criancinhas e o candidato Y bate constantemente nas suas amantes do que encarar que, na vida real, os defeitos, esquisitices e idiossincrasias podem ser outros. Também bizarros, mas que não influenciam no seu caráter e no seu comportamento político, – e que, talvez, não atraiam tanto a atenção. Sabendo disso, o pessoal mal intencionado apela.
    A rede mundial de computadores nos abriu um mundo de possibilidades. Hoje, um leitor – se quiser – consegue acessar fontes confiáveis e encontrar números, checar dados, trocar idéias com amigos, comparar governos ou mesmo desmentir pataquadas. Avalie o que você quer para o país e faça uma escolha, sua escolha. Não jogue fora seu voto por uma mensagenzinha mequetrefe. Ah, mas cuidado! Ao se debruçar sobre essas questões, se informar, debater com outras pessoas, mandar e-mail e cobrar do candidato posições, você vai estar fazendo Política, com “P” maiúsculo e não politicagem. E atacando a raiz de muitos preconceitos.
    Coisa que o Povo do Spam não quer. Pois, o Povo do Spam quer sangue.

    ***

    Algumas mensagens de spam travestem opinião como dados isentos e descontextualizam ou ocultam fatos que não são interessantes para o argumento defendido. Trouxe algumas sugestões reunidas tempos atrás por Rodrigo Ratier, jornalista e mestre em pedagogia, grande especialista na área de educação e comunicação, para usar a lógica a fim de perceber problemas nos textos. Quem já adota essas ferramentas, pode parar a leitura por aqui e vá apagar o lixo acumulado na caixa de entrada. Caso contrário, fica aqui a sugestão.
    “A camisinha não protege contra o vírus HIV. A epidemia de Aids cresceu justamente porque se confia nessa proteção”, disse um bispo certa vez.
    Desconfie dos argumentos de autoridade. Não é porque o Papa, o Patriarca de Istambul ou a Bispa Sônia disseram algo que você tem que acreditar, não é? O mesmo vale para o presidente da sua associação de moradores ou o diretor do seu sindicato. É preciso provar o que se diz. Exija confirmação dos fatos ou vá atrás dela.
    “Não ouviremos as posições do antropólogo Luiz Mott sobre o casamento gay: ele é homossexual.”
    Para desmontar um discurso, não se ataca o argumentador, mas sim o argumento.
    “Nesta eleição, vamos escolher entre um Sartre e um encanador.”
    Não se ridiculariza o outro apenas por ser seu adversário.
    “Antes do MST existir, não havia violência no campo.”
    Falsa relação de causa e conseqüência – um fato que acontece depois do outro não necessariamente foi causado pelo primeiro.
    “Na guerra contra o terrorismo, ou você apóia a invasão do Iraque ou está alinhado com o mal.”
    É errado excluir o meio termo. Um debate maniqueísta é mais fácil de ser entendido, mas o mundo real não é um Palmeiras e Corinthians, um Fla-Flu, um Grenal, enfim, vocês entenderam.
    “Ou se dá o peixe ou se ensina a pescar.”
    Isso é uma falsa oposição. Não se opõe curto e longo prazo necessariamente. Uma ação não invalida a outra. Elas podem ser, inclusive, subsequentes ou coordenadas.
    “Isso não é demissão. A empresa apenas avisou que precisará passar por um redimensionamento do quadro de empregados.”
    Não se deixe levar pelos eufemismos. Nem por quem fala bonito. Uma pessoa pode te xingar e você, às vezes, nem vai perceber se não se atentar para as palavras que ela escolheu.
    “Avenida Faria Lima, Águas Espraiadas, Imigrantes, Minhocão, Rodovia dos Trabalhadores: alguém aí consegue imaginar São Paulo sem todas essas obras feitas pelo Maluf?”
    Desconfie dos e-mail que contém um monte de acertos de alguém e ignorem, solenemente, os erros.

  • Publicamos manifestação de apoio à candidata do PT, Dilma Rousseff, de trabalhadores da área de cultura da cidade de Valença, importante centro do baixo-sul da Bahia. É a força do Brasil profundo que se expressa no posicionamento daqueles que entendem a importância do pleito que se aproxima. É o Brasil verdadeiro, dos milhares de cidadãos e cidadãs que não aceitam retrocessos. É o amor ao País externado de forma consciente e clara! Belo exemplo !

    Segue o manifesto.

    Nós, trabalhadores ligados à cultura – teatro, música, dança, canto, literatura, artes plásticas, bem como professores – de Valença, BA, acreditamos que a questão básica de uma campanha política é uma só: o Brasil. Entendendo como tal, a defesa da sua integridade territorial, dos seus recursos minerais e hídricos – os quais são propriedades inalienáveis do seu povo, em cujo benefício deverão ser unicamente utilizados. Acreditamos ainda que são esses pontos que se configuram como Soberania Nacional, cujo exercício dar-se-á com a prática de uma política externa independente, com relações diplomáticas e comerciais com todos os povos, sem interferência em suas respectivas políticas internas, significando isso que o Brasil, da mesma forma que respeitará a soberania dos demais países, exigirá respeito à sua própria independência, não se subordinando jamais aos interesses da política externa de nenhuma potência. Acreditamos, igualmente, que nossas questões básicas no momento são a defesa do pré-sal e do nosso mar territorial, da Amazônia, dos nossos recursos hídricos e minerais; da manutenção da política de aumento da nossa presença e influência pacífica junto aos povos da Nossa América e do Caribe; junto aos nossos irmãos da África – em particular aos de língua portuguesa –, do aumento do comércio e presença cultural com as potências tradicionais e emergentes da Ásia; com o aumento de nossa presença no comércio, em igualdade de condições, com os países da Europa; com a aproximação com todos os países e grupos étnicos de língua portuguesa, independente de credo. Acreditamos ainda que nas relações com os países da América do Sul dar-se-á maior atenção para com os países irmão de menor extensão territorial e de maior fragilidade econômica.
    Por acreditarmos nessas verdades insofismáveis, por comungarmos da opinião de que o BRASIL VEM ANTES DE TUDO, denunciamos que o desvio do centro de discussão do problema político nestas eleições, como distorcidos, por falsamente enfocar questões menores – algumas de certa importância, porém nunca fundamentais – como forma de ocultar os verdadeiros objetivos de traição nacional, cujo desejo é voltar à política de subordinação a interesses de potências estrangeiras e dos seus aliados internos – uma elite minoritária que sempre esteve de costas para a nação. Por isso denunciamos também grande parte dos órgãos da imprensa que acredita ser a liberdade de expressão apenas deles, os donos da mídia, que são contumazes em mentir, manipular a verdade, e publicar como reais suas opiniões antibrasileiras.
    Por acreditarmos também que a questão básica do ensino, com destaque para a universidade pública, está sendo bem equacionada; que o problema religioso é de foro íntimo de cada um, como deve ser em uma democracia; que o problema de segurança pública – que é da alçada dos governos estaduais – é sério e ainda não está sendo bem equacionado; que o problema do aborto é de saúde pública, cabendo particularmente às mulheres discuti-lo e equacioná-lo; que o problema de geração de emprego está bem encaminhado; que o problema de saúde pública deve melhorar e muito ainda; que o problema de abortos clandestinos, mesmo sendo de saúde pública, não deixa de ser um caso de polícia; denunciamos ainda o desvio na abordagem dessas questões menores, como forma de ocultar os verdadeiros objetivos de grupos minoritários da elite e grupos ingênuos da classe média que outrora essa mesma elite chamava de “inocentes úteis”, que pensam que salvando a perereca cor-de-rosa salvam a vida no planeta, esquecendo-se que para se salvar quaisquer espécies vivas – entre elas a espécie humana – é preciso preservar a nação brasileira e suas riquezas. Entre eles o seu POVO QUE É O NOSSO MAIOR BEM.
    Por isso – repetimos – denunciamos como ato de traição nacional a tentativa de se ressuscitar o falso moralismo embolorado da velha UDN e dos oligarcas da imprensa que no passado apoiou a ditadura, cujo objetivo sempre foi o de vender as riquezas nacionais – como fizeram com a privatização – quando as empreses públicas foram vendidas no poço das almas, ou seja, por trinta dinheiros.
    Por tudo isso, afirmamos que o governo, em toda a História Republicana, que melhor defendeu esses princípios, realizou uma política de amor e respeito aos menos favorecidos, tendo em vista a integração da pátria, ainda que tenha feito alianças táticas com parte da oligarquia, foi o governo Lula, razão pela qual achamos vital a continuidade de sua política, através da eleição de Dilma Rousseff.
  • A entrevista que o ex-diretor de Engenharia da Dersa Paulo Vieira de Souza, mais conhecido por Paulo Preto no folclore político, deu à Folha de hoje e que está no Uol é pra ser lida nos detalhes. Por isso, destaquei e comento quatro trechos.
    Trecho 1
    Eu gostaria que ela (Dilma) provasse que eu sumi com o dinheiro e gostaria que o candidato Serra se posicionasse e dissesse se eu sumi com o dinheiro, porque ele é bem informado sobre minhas ações no governo. Por que eu? Porque eu cuidei das maiores obras. Fiz, paguei, terminei no prazo, os empresários tiveram lucro e doaram para a campanha muito mais do que R$ 4 milhões _isso é irrisório perto do que eles doaram.
    (Fica claro que a pressa em entregar certas obras guardava relação com o calendário das eleições. Mesmo nessas grandes licitações a maior parte dos pagamentos fica reservada para a entrega das obras. O que Paulo Preto quer dizer é que ele fez o que tinha de ser feito. E as empresas mandaram para o caixa – independente se oficial ou não – do PSDB o que haviam prometido. É uma declaração evidente de superfaturamento da obra. Cadê o Ministério Público Paulista? Isso merece investigação urgente.)
    Trecho 2
    Não somos amigos, mas ele [Serra] me conhece muito bem. Até por uma questão de satisfação ao país, ele tem que responder. Não tem atitude minha que não tenha sido informada a ele. Acho um absurdo não ter resposta, porque quem casa consente.
    (Serra disse ontem em Goiânia que não conhece Paulo Preto e que se trata de um factóide. Hora do candidato se explicar. E pra bom entendedor Paulo Preto tá metendo o dedo na cara do ex-governador quando diz “não tem atitude minha que não tenha sido informada a ele”. Ou seja, Paulo Preto estaria querendo dizer algo como “se arrecadei ele sabe de tudo…” )
     Trecho 3
    (…) O povo não podia entrar no Palácio [do Planalto]. Eu disse: “Aloysio, o povo tem que entrar no Palácio”. É isso que esse presidente [Lula] faz. É o “Cara”. E não sou eu quem diz isso, é o [presidente dos EUA,] Barack Obama.
    (Aqui Paulo Preto elogia Lula, você acha que ele fez isso à toa, só por bom mocismo)
     Trecho 4
    Aloysio é o braço direito do Serra, o número um. O Aloysio foi o braço direito dele. É impossível ter acontecido alguma coisa nesse governo Serra sem Francisco Vidal Luna, [secretário de Planejamento]. Aliás, governo Serra é Francisco Vidal Luna, Mauro Ricardo, [secretário de Fazenda] e Aloysio Nunes Ferreira. Só a eles que que me reportava. Mais ao Luna, que é técnico, menos ao Aloysio, que é político.
    (Paulo Preto não enfileirou nomes à toa. Ele está dando um recado direto ao tucanato…Qual o recado? Eu desconfio que eles  entenderam.)
  • Cantando a Internacional, a Rager Against The Machine levanta a bandeira da luta política. Rock militante!




  • O Hino Nacional diz em alto e bom tom (ou som, como preferir) que “um filho seu não foge à luta”. Tanto Serra como Dilma eram militantes estudantis, em 1964, quando os militares, teimosos e arrogantes, resolveram dar o mais besta dos golpes militares da desgraçada história brasileira. Com alguns tanques nas ruas, muitas lideranças, covardes, medrosas e incapazes de compreender o momento histórico brasileiro, “colocaram o rabinho entre as pernas” e foram para o Chile, França, Canadá, Holanda. Viveram o status de exilado político durante longos 16 anos, em plena mordomia, inclusive com polpudos salários. Foi nas belas praias do Chile, que José Serra conheceu a sua esposa, Mônica Allende Serra, chilena.
    Outras lideranças não fugiram da luta e obedeceram ao que está escrito em nosso Hino Nacional. Verdadeiros heróis, que pagaram com suas próprias vidas, sofreram prisões e torturas infindáveis, realizaram lutas corajosas para que, hoje, possamos viver em democracia plena, votar livremente, ter liberdade de imprensa.
    Nesse grupo está Dilma Rousseff. Uma lutadora, fiel guerreira da solidariedade e da democracia. Foi presa e torturada. Não matou ninguém, ao contrário do que informa vários e-mails clandestinos que circulam Brasil afora.
    Não sou partidário nem filiado a partido político. Mas sou eleitor. Somente por estes fatos, José Serra fujão, e Dilma Rousseff guerreira, já me bastam para definir o voto na eleição presidencial de 2010. Detesto fujões, detesto covardes!