Textos ao Vento

trajetória de (re)existência


  • A missa do Canindé é a maior celebração franciscana do país. Por isso, no dia fatídico em que a comitiva de José Serra invadiu o recinto, havia 80 frades franciscanos de todas as partes do país.
    Quem celebrava a missa era o padre Francisco Gonçalves, de Pesqueira, Pernambuco.
    Na noite anterior chegaram vários carros que distribuíram os panfletos contra Dilma
    Depois que o padre se pronunciou contra a exploração política, Tasso Jereissatti avançou em sua direção e foi contido pela esposa.
    Em todas as manifestações do padre, ouviam-se vaias contra os políticos. 
    Acesse aqui o link para os aúdios

  • Como cidadão, católico e nordestino, que convive com os sertanejos sofridos, digo com muita convicção e honestidade: o governo Lula, com sua política de erradicação da miséria, vem proporcionando bem-estar, como nunca visto, para essa gente sofrida. Sou testemunha ocular. Quanta melhora na vida deste povo nordestino, deste povo paraibano! Convivendo com os sertanejos deste pedaço de chão nordestino, sertão paraibano, percebo a grande mudança na sua vida social, econômica e cultural. O artigo é do Padre Djacy Brasileiro.
    Sou sertanejo, morando no sertão nordestino, tendo como companhias a seca com suas tristes conseqüências, um sol causticante, um calor fora do normal, e um povo que a toda hora clama por pão, água, dignidade, e vida em abundância. Sabendo o que é sofrimento, sentindo na pele as agruras dos sertanejos paraibanos, exponho o seguinte:

    Como cidadão, católico e nordestino, que convive com os sertanejos sofridos, digo com muita convicção e honestidade: o governo Lula, com sua política de erradicação da miséria, vem proporcionando bem-estar, como nunca visto, para essa gente sofrida. Sou testemunha ocular. Quanta melhora na vida deste povo nordestino, deste povo paraibano!

    Convivendo com os sertanejos deste pedaço de chão nordestino, sertão paraibano, percebo a grande mudança na sua vida social, econômica e cultural. Eles mesmos me falam: “padre , com o governo Lula a nossa vida melhorou muito, graças a Deus, e graças ao Presidente Lula. Outros dizem : agora nossos filhos podem se formar, serem doutores”. E mais: “padre Djacy, agora a gente pode comer um pedaço de carne, comprar uma geladeira, uma moto prá levar a gente pra rua, quando precisar. Lula, seu padre, é uma bênção”.

    Como padre sertanejo, que conhece de perto a realidade de miséria, fome, sede, afirmo, peremptoriamente, que é imprescindível a continuação da política econômica do governo Lula, durante os próximos quatro anos, para melhorar, cada vez mais, a vida de um povo, que por tanto tempo, fora humilhado, 

    marginalizado, tratado com desdém, pelos governos anteriores.

    Uma coisa é certa: este governo Lula trata essa gente das terras do chique-chique e mandacaru, com respeito e dignidade.Na condição de cidadão, lanço este apelo: querido povo deste sertão nordestino, seguindo tão somente a voz de nossa consciência e, por ela deixando-nos ser guiados, unamo-nos, com fé, garra e esperança, na defesa da continuação das políticas implantadas pelo o atual governo, que tanto melhoraram nossa vida, votando na candidata do nosso querido Presidente Lula da Silva. Afinal, a vitória de Dilma significará para milhões de nordestinos, o seguimento dessa melhoria de vida, no âmbito sócio-politico-econômico.

    É importante frisar: com Dilma na Presidência da Republica, a transposição de águas do rio São Francisco tornar-se-á uma realidade concreta e existencial para nós, que tanto sofremos com as conseqüências nefastas da seca. Afinal, essa obra não pode parar. E ela, temos certeza, não vai deixar parar. Não tenhamos medo de ser felizes. Votemos na candidata de Lula, “para o Brasil seguir mudando”. (OBS: leiam a 
    carta de apoio a Dilma, assinada por vários Bispos, Padres e Pastores evangélicos: se nos calarmos,até as pedras gritarão (Lc 19,40).

    (*) Padre Djacy Brasileiro, no alto sertão paraibano, sofrendo com seus
    irmãos, as agruras de uma das maiores seca do nordeste brasile


  • Mulher do candidato tucano teria abortado no período em que o marido viveu exilado no Chile. Assessoria do candidato nega
    O tema descriminalização do aborto voltou ao centro do debate eleitoral com a informação de que Monica Serra, mulher do candidato a presidência José Serra (PSDB), teria feito um aborto durante o período em que o tucano viveu exilado no Chile. A bailarina e ex-aluna de Monica Serra na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Sheila Canevacci Ribeiro, publicou, um dia após o debate da Rede Bandeirantes, uma mensagem na rede social Facebook em que mostrava indignação pelo posicionamento do candidato em relação ao tema. “Com todo respeito que devo a essa minha professora, gostaria de revelar publicamente que muitas de nossas aulas foram regadas a discussões sobre o seu aborto traumático”, escreveu Sheila.
    Procurada pela Folha de S.Paulo, a bailarina manteve o relato. “Não sou uma pessoa denunciando coisas, mas (ela é) uma pessoa pública, que fala em público que é contra o aborto, é errado. Ela tem responsabilidade ética”, disse Sheila ao jornal. O posicionamento da mulher de José Serra sobre o aborto foi amplamente debatido após um comício no Rio de Janeiro, há um mês, em que ela teria dito a um evangélico que Dilma Rousseff (PT) é “a favor de matar criancinhas”, de acordo com o publicado pela Agência Estado.
    O mesmo jornal fez contato com outra aluna de Monica Serra, que, sob condição de anonimato, confirmou o revelado por Sheila. Segundo a aluna, nas aulas de psicologia ministradas por Monica Serra, em 1992, as pessoas sentavam-se em círculos e compartilhavam suas histórias. Foi numa dessas situações em que ela  teria dito que realizou um aborto durante o exílio de José Serra no Chile. Após o golpe de Augusto Pinochet, em 1973, o casal mudou-se para os Estados Unidos.
    Assessoria do PSDB nega aborto
    Em um primeiro momento, Monica Serra não respondeu as tentativas de contato feitas pela Folha de S.Paulo. No dia 16 de outubro, entretanto, uma nota da assessoria do PSDB negou que a psicóloga tenha se submetido a um aborto. Diz a nota: “Diante de matéria publicada hoje (dia 15), a campanha de José Serra esclarece: Monica Serra nunca fez um aborto”. A campanha ainda compara essa informação ao ocorrido na corrida presidencial de 1989, quando uma ex-namorada de Luiz Inácio Lula da Silva acusou o então candidato de ter oferecido dinheiro para que ela abortasse de uma filha, Lurian. Por último, a nota defende que a acusação faz parte de “um jogo sujo” promovido pela campanha petista, marcada, segundo o divulgado, por ataques a filha de José Serra e a seu genro.

  • (DESAFIO QUALQUER TUCANO OU ALIADO A DESMENTIR OS FATOS ABAIXO. A VENDA DO BRASIL PELAS COSTAS DO POVO BRASILEIRO – TUCANOS SÃO CORRUPTOS E TRAIDORES)
    Neste momento que escrevo, domingo, 21h31m, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso está falando, em inglês, para 150 investidores estrangeiros no Hotel das Cataratas, em Foz do Iguaçu.
    O evento é fechado, a fala de FHC está se dando em um jantar e o assunto é a privatização da PETROBRAS, de ITAIPU e do BANCO DO BRASIL, além de outras “oportunidades” de negócios no Brasil.
    FHC está assumindo com os empresários o compromisso de venda dessas empresas em nome de José FHC Serra.
    A idéia inicial dos organizadores de realizar o evento no Hotel Internacional foi afastada para evitar presença de jornalistas.
    Cada um dos investidores recebeu uma pasta com dados sobre o Brasil, artigos de jornais nacionais e internacionais e descrição detalhada do que José FHC Serra vai vender se for eleito.
    E além disso os investidores estão sendo concitados a contribuir para a campanha de José FHC Serra, além de instados a pressionar seus parceiros brasileiros e a mídia privada a aumentar o tom da campanha contra Dilma Roussef.
    Segundo FHC disse a esses empresários logo após ser apresentado pelo organizador do evento, “se deixarmos passar a oportunidade agora jamais conseguiremos vender essas empresas”.
    Para o ex-presidente é fundamental a participação desses grupos na reta final de campanha. A avaliação de FHC é que a campanha de Dilma sofreu um golpe com a introdução do tema religioso (o que foi deliberado pelos tucanos para desviar a atenção das pessoas dos reais objetivos do candidato José FHC Serra). É preciso, na concepção do ex-presidente arrematar o processo derrotando a candidata e impedindo-a de respirar nessa reta final.
    O acordo com empresários internacionais em Foz do Iguaçu envolve a instalação de uma base militar norte-americana na região, desejo antigo dos governos dos Estados Unidos.
    O corretor da venda do Brasil, FHC, com toda certeza, está acertando também a comissão (propina) a ser paga caso o negócio venha a se concretizar, ou seja, a eleição de José FHC Serra.
    Para o ex-presidente também não há grandes problemas com a mídia privada “sob nosso controle”, mas é preciso evitar a divulgação de notícias mesmo que sejam pequenas ou de pequenos fatos e que possam prejudicar o projeto de venda do Brasil.
    Esse tipo de evento, essa fala de FHC é característica da fala de agente estrangeiro e mostra a desfaçatez tucana em relação ao Brasil e aos brasileiros.
    No mesmo momento em que o corrupto e venal José FHC Serra debate com Dilma Roussef na REDE TEVÊ e fala sobre trololós petistas, FHC, seu mentor e principal corretor de vendas de empresas públicas brasileiras, negocia traiçoeiramente a entrega de patrimônio público a esses investidores.
    É a opção que os brasileiros temos diante de nós.
    Ou caímos de quatro e abrimos mão de nossa soberania ou resistimos e rejeitamos a quadrilha tucana. 
    Desafio qualquer tucano, qualquer DEM, qualquer pilantra tipo Roberto Freire, quem quer que seja, a desmentir esse fato. O evento em FOZ DO IGUAÇU e sua natureza, a venda do BRASIL!
  • A estratégia de Serra de se utilizar da fé das pessoas para fazer proselitismo político começa a incomodar religiosos sérios, como aconteceu ontem na cidade de Candidé, no Ceará. Serra e o senador derrotado do PSDB, Tasso Jereissati, entraram na Igreja da cidade para fazer campanha em plena missa. O padre não gostou e chamou atenção dos dois, afirmando que ambos estavam profanando o local. Neste momento, o fracassado senador Jereissati partiu para agredir o sacerdote e foi contido por assessores e populares. É esta a política de Serra, da vilania, da mentira, da utilização da hipocrisia como arma eleitoral. Ouçam abaixo o áudio da matéria.

    http://www.cbn.com.br/Player/player.htm?audio=2010%2Fnoticias%2Fserra_101016&OAS_sitepage=cbn/editorias/politica


  • Maria Inês Nassif conta hoje, no Valor Econômico, como a Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) patrocinou uma campanha contra a candidatura de Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores.
    A matéria relata que, no dia da eleição, o padre Paulo Sampaio Sandes expôs na homilia o suposto veto da Igreja Católica brasileira a Dilma e a todos os candidatos do PT. Segundo informa Maria Inês Nassif, o padre Paulo faz parte de uma congregação tradicional que é contra, entre outras coisas, o aborto, a união civil de homossexuais e a adoção de crianças por casais de homossexuais. Na saída da missa, o padre distribuiu uma carta onde a regional da CNBB pede aos fies que não votem em candidatos que defendem o aborto, nomeando os candidatos petistas. Não foi um caso isolado.
    O bispo de Jales, Demétrio Valentini, denunciou que integrantes da Regional Sul, contando com a conivência de alguns bispos, articularam uma trama para induzir os fiéis paulistas a acreditarem que a CNBB nacional tinha imposto um veto aos candidatos do PT nessas eleições, o que é negado pela direção da entidade. “Estamos constrangidos, pois a nossa instituição foi instrumentalizada politicamente com a conivência de alguns bispos”, disse Valentini ao Valor. A Regional Sul 1, que abrange as dioceses do Estado de São Paulo, recomendou que às paróquias que distribuíssem o “Apelo aos Brasileiros”, que acusa o PT de ser parceiro do “imperialismo demográfico representado por fundações norteamericanas” e de “apoiar o aborto”. Apesar do desmentido da CNBB nacional, o documento foi distribuído em São Paulo.
    Um dos articuladores do movimento antipetista na Igreja Católica, diz ainda a matéria de Maria Inês Nassif, é o bispo de Guarulhos, Dom Luis Gonzaga. Em julho deste ano, ele escreveu um artigo intitulado “Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, onde, entre outras coisas, recomendou aos “verdadeiros cristãos católicos” que não apoiassem Dilma e o PT. Dom Valentini vem reagindo, por meio de artigos, contra esse movimento. “Não é bom para a democracia que alguns decidam pelos outros(…) Mas é pior ainda para a religião, seja qual for, pressionar os seus adeptos para que votem em determinados candidatos, ou proibir que votem em determinados outros em nome de convicções religiosas”, escreveu o bispo de Jales no artigo intitulado “Pela liberdade de consciência”.






  • Crime eleitoral condenado pela CNBB. Dois milhões de panfletos contra a candidata Dilma Rousseff estavam sendo impressos numa gráfica em São Paulo, cujo proprietário é ligado ao PSDB. Leiam a baixo o relato do jornalista Rodrigo Viana.
      
    Já passava das 2 da manhã desse domingo. Na porta da gráfica Pana, no Cambuci, um grupo de 50 a 60 pessoas seguia de plantão – para evitar a distribuição dos panfletos ( supostamente encomendados pelo bispo católico de Guarulhos)  recheados de mistificação religiosa e de ataques contra a candidata Dilma Rousseff. Mais um capítulo da guerra suja travada nessa que já é a mais imunda eleição presidencial, desde a redemocratização do Brasil.
    Na internet, durante a madrugada, outro plantão rolava: tuiteiros, blogueiros e leitores de todo o Brasil buscavam informações sobre os donos da gráfica, e sobre as possíveis conexões deles com o mundo político.
    Stanley Burburinho (ele mesmo!) e Carlos Teixeira fizeram o trabalho. Troquei com eles algumas dezenas de mensagens. E essa apuração colaborativa levou à descoberta: uma das sócias da gráfica Pana é filiada ao PSDB, desde 1991! 
    Trata-se de Arlety Satiko Kobayashi, vinculada ao diretório da Bela Vista – região central de São Paulo. Nenhum problema com a filiação de Arlety ao partido que bem entender. O problema é que a gráfica dela foi usada para imprimir panfletos aparentemente encomendados por um bispo, mas que “coincidentemente”, favorecem ao candidato do partido dela.
    Aqui, o contrato social da empresa – onde Arlety Kobayashi aparece como uma das sócias:contrato_social_grafica_pana[1]
    aqui a lista de filados do PSDB, onde ela aparece no diretório zonal da Bela Vista.
    Mais um detalhe: Arlety é também funcionária pública, tem cargo na Assembléia Legislativa de São Paulo. E tem um sobrenome com história entre os tucanos: Kobayashi. Paulo Kobayashi ajudou a fundar o partido, ao lado de Covas, foi vereador e deputado por São Paulo.
    Arlety aparece como doadora da campanha de Victor Kobayashi ao cargo de vereador, em 2008. Victor concorreu pelo PSDB.
    A conexão está clara. Os tucanos precisam explicar:
    – por que o panfleto com calúnias contra Dilma foi impresso na gráfica de uma militante do PSDB? 
    – quem pagou: o bispo de Guarulhos, algum partido, ou a Igreja?
    – onde seriam distribuídos os panfletos?
    – onde estão os outros milhares de panfletos?
    Os panfletos do Cambuci são mais uma prova da conexão nefasta que, nesa eleição, aproximou os tucanos da direita religiosa – jogando no lixo a história de Covas, Montoro e tantos outros que lutaram para criar um partido “moderno”, que renovasse os costumes políticos do país. Serra lançou esse passado no esgoto – e promoveu uma campanha movida a furor religioso.
    Mas não é só isso!
    Se Arlety Kobayashi (uma tucana) é a responsável pela impressão dos panfletos, na outra ponta quem é o sujeito que encomendou tudo?
    O Blog “NaMaria” traz a investigação completa, que aponta Kelmon Luis da S. Souza como o autor da “encomenda”. Ele teria ligações com movimentos integralistas e monarquistas!
    O Blog do Nassif , por sua vez, mostra que as conexões poderiam chegar até bem perto de Índio da Costa (DEM), o vice de Serra. Ele, em algum momento, também teve proximidade com monarquistas. Mas esse detalhe ainda não está bem esclarecido.
    De toda forma, o círculo se fecha: tucanos, demos e a extrema-direita (católica, integralista ou monarquista). Todos unificados numa barafunda eleitoral que arrastou nomes de bispos para a delegacia, e nomes de políticos para o rol daqueles que apostam na guerra de religiões como arma eleitoral.
    Há mais mistérios entre o céu e  o Serra do que supõe nossa vã filosofia. Paulo Preto é um deles. A gráfica do Cambuci parece ser outro. Mistérios que não serão decifrados por teólogos, mas por delegados e agentes federais.
    É caso de polícia. E não de religião.